sexta-feira, dezembro 31, 2004

VOL. I - IN OUR DREAMS WE CAN LIVE OUR MISBEHAVIOUR

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sábado, dezembro 25, 2004

HENRIQUE E O PRESÉPIO - UM CONTO DE NATAL


Estava a ser uma ordinária reinterpretação de um presépio como em qualquer outra paróquia espalhada pelo Douro Litoral. O frio sol de fim de tarde invernal iluminava a fachada de granito secular do imponente mosteiro da vila de Moreira da Maia. No interior, o Padre Arlindo palitava o seu sorriso ao vislumbrar tal generosa assistência. Nem mesmo Rodrigo Nogueira, o bêbedo da aldeia, faltou à encenação.
Mas apenas Henrique questionava o paradeiro do Agrupamento 902 dos Escuteiros-Mirins. Decidido a resolver o mistério, Henrique entrou pelo backstage desse grande palco da vida que é o presépio do menino Jesus, e, devido às suas restritas semelhanças com um burro, disfarçou-se de vaca.


As suspeitas de Henrique confirmavam-se. O Rei Mago Gaspar estava a ser interpretado por TchiMiguel Alfredo, tenente-lobito do Agrupamento 902 e acólito nivel 3 aos Sábados de manhã. Também Nicole dos Santos, a devassa lobita dos Escuteiros-Mirins Macrobióticos de Mem Martins se encontrava disfarçada de pequena ovelha. Não restavam dúvidas. O presépio do mosteiro da vila de Moreira da Maia estava a sofrer um takeover hostil.


Peremptoriamente, Henrique resolveu recorrer aos seus dotes dramáticos. Roubou o microfone a “Maria” e recorrendo à maquina de karaoke da sacristia encetou a sua interpretação de «Stop! In The Name of Love» das Supremes. Este arriscado numero deixou parte do cast ilegal paralisadamente boquiaberto, permitindo Henrique a examinar o Rei Mago Gaspar analmente.


Com o público nas suas mãos, Henrique continuou o seu show off com uma coreografia do tema inicial da Sailor Moon em cima do menino Jesus. Resolvida a situação de takeover por parte do Agrupamento 902 dos Escuteiros-Mirins, o pequeno porta-chaves abandonou o mosteiro praticando um número de sapateado de Michel Roubaix.

Das

segunda-feira, dezembro 20, 2004

CHRISTMAS NUMBER ONE


Depois do hit de Verão «Das, És Um Picuínhas do Car****», o Agrupamento Musical Cenas na Pinha Overdrive - outrora conhecido por The Pirilampo Mágico Project Overdrive, The Natasha Gregson Wagner Connection ou O Barney Não É Homossexual, Porra! - edita hoje o seu single de edição limitada de Natal «Conto de Natal» através da Vidisco (em Portugal e Cabo Verde) e da Rough Trade (no Reino Unido e zona ocidental de Reykjavik).

O grupo composto por Babas (voz, didjeridoo acústico e mulher-a-dias), Luís Pato (guitarra, programação e penteados abstractos em dias de concerto), Das (voz, maracas e panikes mistos com chocolate quente), e Jonas Rambilla (coros, apoio moral e baptizados) prosseguirá com uma tour de promoção pelos Cafés Jovem da Beira Litoral em Janeiro de 2005.

Contacto para casamentos, bar mitzvahs e cremações aéreas sobre o Aquapark: 964674084

Download da versão Radio Edit: «Conto de Natal»

Das

domingo, dezembro 19, 2004

ESTE BLOG É PATROCINADO



Das

domingo, dezembro 05, 2004

Os tipos de gente

Eu, como qualquer gajo com a mania que tem opinião, também divido as pessoas que povoam este cruel mundo em duas categorias:
-os que saem de casa ao domingo;
-os que não saem de casa ao domingo;

Para ser mais simples identificar estas categorias, à primeira (os que saem de casa) chamarei os Vadios, e à segunda (os que não saem) chamarei os Sornas.

Será que alguma delas tem razão? Nós, como mecenas atentos à realidade cultural portuguesa, fomos ao encontro das vossas necessidades. Tivemos uma conversa com algumas famílias de renome, pedindo que nos justificassem a sua preferência.

Ora vamos lá ver alguns dos argumentos dos Sornas:
- "Tenho sono e quero dormir!" - Foda-se, também eu! E durmo (?) é de noite, não é ao domingo de tarde em frente à televisão! Vou considerar esse argumento como inválido!!! (ainda bem que esta análise começa de forma imparcial e justa!)
- "Gosto do bom cinema que passa na TV durante a tade!" - Errrr, acho que não me expliquei bem, meu caro Sorna. Era suposto dar-me uma razão para ficar em casa, não uma para destruir todas as televisões que há em casa!
- "Tá frio. Custa tirar as pantufas!" - De facto, meus amigos, é uma razão de peso. É Lógica e bem fundamentada. Não tenho mais a dizer!

E agora, dissecando os Vadios:
- "Gosto de ir dar milho aos aviões ali de Pedras Rubras!" - Sem dúvida um actividade reconfortante e que alivia o stress! É pena é ficar caro comprar milho para um 747...
- "Quero fugir da sogra que me atormenta cá em casa!" - Não requer explicações!
- "Gosto de levar a minha senhora a dar uma volta pela foz. Lá vamos nós a bulir no nosso opel corsa de '83, ao som dos bons velhos Winsor & Newton. É sempre a córtir! " - É de deixar qualquer analista sem palavras. Até eu, que não sou analista, fiquei...

Bem, não consigo chegar a nenhuma conclusão definitiva.
Espero que me ajudem. Para isso o Pirilamper Das criou uma poll a que gostava que respondessem.

Entretanto, dou-vos uma boa razão para sairem de casa neste belo domingo:
ir comprar o Jornal de Notícias e ler a NMagazine. Logo perceberão porquê...
;)

Domingueiras Suadações Pirilampásticas
LP

domingo, novembro 28, 2004

Al-Pirilampaden - o Pisca-Pisca e já'tas do Turbante

Não chovia há uns meses. Soprava um vento agreste no cruel deserto do Afganistão. Estava sol. E também estava lua, mas não se via porque ainda era cedo! O nosso artista, o perigoso Al-Pirilampaden, conhecido como o Pisca-Pisca e já'tas do Turbante, acaba de comprar mais uma AK47 para o seu temível exército de guerrilheiros da montanha.
Não se deixem enganar pelo seu ar de Pai Natal de Barba Castanha, pois este aspecto inocente esconde uma das mentes mais perigosas e maquiavélicas do médio-oriente.

Esta pilha de armas que vemos na foto (graças ao bravo paparazzi Antónius Quim, a quem queremos aqui fazer a nossa homenagem por ter dado a vida ao serviço da causa.É o da direita na foto.) servirá para atacar um bunker no Alentejo, cidade de Brejões, onde o pastor Compadre Germâncio guarda o milho para as suas galinhas. Milho este que será utilizado para alimentar a horde de dromedários do Al-Pirilampaden. Vai ser o fim da picada...
Sabemos, de fonte segura, que Al-Pirilampaden utilizará o produto final desta elaborada linha de montagem para o primeiro ataque com bombas de merda de dromedário biológica. Temam, meus amigos, pois será aquilo a que se pode chamar "um ataque merdoso"!
O alvo do ataque será, nada mais nada menos, que a sala de ensaios do famigerado cantor Toy!
O horror... :s a tragédia... :/ ...a nossa sorte!!! :D

Vamos, portanto, ficar todos caladinhos e ver se não estragamos o plano do amigo Al-Pirilampaden. Pode ser que nos consigamos livrar do Toy... ;)
Shhhhh...

Esperançadas Saudações Pirilampásticas
LP e Babas

sábado, novembro 20, 2004

HENRIQUE ANTI-VEDETA

Estas últimas duas semanas foram assaz agitadas para o pequeno Henrique. No inicio do mês, o seu amigo (?) Rodolfo, o ex-piloto da Luftwaffe, convenceu-o através de complicados cálculos quânticos que o nosso planeta vai ser governado pelos Sete Papas depois da Guerra Agrícola de Boticas e consequente Conferência dos 4 Dias Pós-Eclipse Lunar presidida pelo Agrupamento de Escuteiros-Mirins/Violadores de Campas de Moreira da Maia, em 2019.

Como se esta desagradável revelação não bastasse para transtornar qualquer cavalo saudável, aquelas empresas duvidosas de Telemarketing continuam a telefonar cá para casa. Mas desta vez não nos queriam oferecer “viagens de 1 dia e meio à Republica Dominicana”, “faqueiros de 27 peças banhados em platina empobrecida” ou mesmo “colchões usados da Pikolin com garantia de 3 meses” completamente grátis e sem qualquer tipo de compromisso.

A simpática menina do Telemarketing desta semana queria nos oferecer uma, e passo a citar, “entrevista”.



Se me pedissem para descrever esta situação, responderia “surreal”. Ou isso ou “Elton John”.

Das

terça-feira, outubro 26, 2004

VOL. II - "MUITO OBRIGADO PELA SUA COMPREENSÃO"

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capa: Das apoia o engenho dos senhores das roulottes da Zona Industrial da Maia (Jonas Rambilla)
contracapa: Uma galinha nos subúrbios (Das)

sábado, outubro 23, 2004

O INIMIGO MUSICAL

Há cerca de 3 semanas, o Tupperware teve no Fórum Sons a brilhante ideia de criar notícias baseadas no estilo d'O Inimigo Público com este ensaio sobre o vibrato de Devendra Banhart.

Hoje, o Rodrigo Nogueira criou o blog O Inimigo Musical, onde se vão colocar textos de uma equipa de escribas da qual orgulhosamente faço parte. Obviamente que embarquei nesta descomunal odisseia na expectativa que algum responsável de um qualquer meio mediático descubra o blog e sejamos rapidamente renumerados, ofertando-me muito dinheiro, sucesso artístico e gajas.

Esta foi a minha primeira contribuição:



Das

quinta-feira, outubro 14, 2004

PEQUENA DISSERTAÇÃO SOBRE A CENA HOMOSSEXUAL DISSIMULADA DE LIVERPOOL DOS EARLY 80’S

Sei que não é algo normal num português, mas, exceptuando o casual derby Ramaldense-Castêlo da Maia, o nosso futebol não me fascina minimamente. Desde pequenito que sou adepto do Liverpool Football Club. Os meus amigos pensam que apoio o Liverpool devido ao seu impressionante historial britânico e europeu (18 títulos ingleses e 4 europeus). Entretanto a minha família acredita que fui influenciado pelo Dave, um amigo inglês do meu pai que quase morria afogado na Ribeira em 1987 depois de beber a sua habitual dose de pints.

Ambas as facções estão erradas. O meu fascinio pelos Reds provém da lendária e dissimulada cena homossexual de Liverpool dos Early 80’s. Que outra forma de explicar o penteado de Kevin Keegan ou o bigode de Graeme Souness? Estilos que provam que o futebol já foi mais gay.

Impõe-se uma breve dissertação sobre as bandas que criaram o movimento homossexual encoberto de Liverpool - Cidade do Bife Tártaro, dos Beatles e dos Bichonas com Estilo:


FRANKIE GOES TO HOLLYWOOD

Influenciados pelo bigode de Souness, os Frankie Goes To Hollywood penetraram nas incautas mentes da população mundial em 1984 através do mui homoerótico video de «Relax». Milhares de orfãos de Ian Curtis recebiam um novo fôlego. Existia vida depois dos Joy Division, e ela residia nos bigodes ridículos e uniformes de polícia demasiado apertados.

Seguiu-se o single com as conotações homossexuais mais subverssivas desde que Jim Morrison encarnou o «Backdoor Man». Em «Two Tribes» podia-se ouvir “Ship it out-out/I'm working for the black gas”. E assim o sexo anal se tornou popular no seio da comunidade de flamingos de Lancashire.

Dois anos depois de «Welcome To The Pleasuredome», os Frankie Goes To Hollywood regressam com o segundo álbum. E que nome mais gay que «Liverpool» ? Infelizmente ninguém compreendeu a homenagem à cidade e de um dia para o outro só se viam heterossexuais a dançar ao som dos Depeche Mode no campus da Universidade de Oxford.


OMD (ORCHESTRAL MANOEUVRES IN THE DARK)

Alguns anos antes do boom gay criado pelos Frankie Goes To Hollywood, os OMD já tinham tentado o sucesso com «Enola Gay», uma ejaculação precoce com um típico titulo criado por um par de paneleirotes ressabiados. Atingiram respeito dentro do meio artístico quando «If You Leave» foi incluído na banda sonora do lendário «Pretty In Pink» de John Hughes.

Actualmente continuam a ser um par de paneleirotes ressabiados.



DEAD OR ALIVE

Liderados pelo carácter andrógino do vocalista Pete Burns, os Dead Or Alive tornaram-se na primeira e única banda synth-gótica da história da música moderna. Depois de atingirem o estrelato mundial (e no Japão) com o clássico instantâneo «You Spin Me Round (Like a Record)», Burns julgou-se de devido direito a acusar Boy George de roubar a sua imagem chocante de bicha com estilo. Claro que apenas segundos mais tarde o efeminado vocalista se lembrou que Boy George já usava esse visual anos antes dos Dead Or Alive surgirem, relegando a banda de Pete Burns para o subsequente esquecimento.

Seriam necessários 9 anos, 6 plásticas às maçãs do rosto e lábios de colagénio para Pete Burns regressar – agora como gajo-gaja – às discografias em 2003. Todos o ignoraram.


Para a eternidade figura a imortal quadra que ainda hoje ofereço em cada manjerico por ocasião das Festas Populares do meu rico S. João:

«All I know is that to me
You look like you’re havin’ fun
Open up your lovin’ arms
Watch out, here I come»



PAUL MCCARTNEY

Longe de todo o apercebimento fora do raio de predomínio de Lancashire, esconde-se o facto que Sir Paul McCartney é homossexual. Alias, basta pensar um pouco: A mullet à MacGyver não engana ninguém.
Sentindo-se na curva descendente da sua carreira, em 1982, McCartney decidiu seguir as influências do movimento homossexual da sua cidade natal para gravar com Stevie Wonder, «Ebony and Ivory» - o hino à homossexualidade interacial.




Claro que inevitavelmente, tal como no meio futebolístico, Manchester sentiu-se na obrigação de responder aos seus vizinhos de Oeste. Infelizmente o resultado foi deveras desolador:


Não sei se me entendem.

Das