sábado, setembro 11, 2004

PIRILAMPERS NA COZINHA, TOMO 3 – MOZZARELLA SUL POMODORO CON BASILICO E L’OREGANO

Devido a uma saudosa e não menos sentida ausência de Chefe Kapotte - recentemente laureado com a Courgette de Ouro 2004 no Festival Gastronómico de Neuilly-sur-Seine - hoje compete-me a honra de apresentar a preparação da famosa Mozzarella sul Pomodoro con Basilico e L'Oregano do Das - título internacional da Fatia de Mozzarella em Cima de Outra Fatia de Tomate de Dimensões Semelhantes do Das.



1. Para tal destemida execução vamos precisar de:

- 1 tomate;
- 1 pedaço de mozzarella de uma marca da qual me escapa o nome;
- sal, oregão e hortelã q.b.;
- 400 ml. de natas Ribamontan.








2. Utilizando a tábua quadrada de cortar legumes do Handy Andy, cortamos o tomate em fatias de média dimensão.





3. De seguida, cortamos o pedaço de mozzarella através do mesmo procedimento. Não é absolutamente necessário, mas convém que o número final de rodelas de mozzarella seja exactamente o mesmo das rodelas de tomate.

Pertence-me a obrigação de avisar que o acto de cortar rodelas de mozzarella exige o grau 6 na escala de “destreza em manejo de faca” no ranking do Chefe Silva.







4. Se fizermos o passo 3 na perfeição esta imagem à direita não acontecerá.








5. Após colocar as fatias de mozzarella minuciosamente em cima das fatias de tomate, espalhamos um pouco de oregão e pequenos pedaços de hortelã por cima da mozzarella.







6. Está pronto a comer! Pode deliciar-se com este saboroso prato enquanto assiste a mais um deprimente espectáculo populista protagonizado por José Figueiras no seu pulguento sofá, ignóbil leitor. Repare naquela gravata? É este o exemplo que quer dar aos seus filhos? Tenha vergonha, caro leiror! Você enoja-me.

Das

domingo, setembro 05, 2004

R.I.P. NATAS RIBAMONTAN (2002-2004)




Suavidade. Formosura. Divindade. Sensualidade. Estas são algumas das qualidades inerentes de Natasha Gregson Wagner. Mas falemos das natas Ribamontan.

Facto: Os pratos italianos confeccionados nas residências circundantes ao Supermercado Plus de Moreira da Maia nunca mais foram as mesmas desde que esta cadeia começou a distribuir os cândidos pacotes de natas Ribamontan no saudoso Outono de 2002. Durante 2 anos as Carbonaras foram mais suaves, as Tagliatelle alla Vicenzinas tornaram-se mais melodiosas, as Frittatas di Zuchino di Gambero i Pancetta emanavam uma harmonia celestial indescritível.

Inesperadamente, esta semana um lacrimejante Chefe Kapote notificou-me em primeira mão da temida notícia: O Supermercado Plus deixou oficialmente de vender as natas Ribamontan. Um major blow para os meus almoços.
Tamanho ultraje indignou-me, obrigando-me a deslocar ao escritório de Juvenal Cerqueira exigindo explicações. Intimidado pela minha aparição em boxers com desenhos do Songoku, Cerqueira confessou instantaneamente que “...a culpa não é minha, jovem. A fábrica espanhola é que deixou de enviar os pacotes de natas Ribamontan sem explicações. Tome lá a morada da fábrica e faça o favor de vestir as calças.”

No dia seguinte desloquei-me à fábrica espanhola de embalagens de natas Ribamontan. Chegado à Zona Industrial de Santa Madrezita de Torrelosmiños fui interpelado por um sombrio capanga colombiano: “Hey coño de los boxers con dibujos de Songoku! En esta fabriquita no hay nada para mirar! Polla-te daqui para fuera!”. E eu: “Todo bien.”

Não tive escolha senão disfarçar-me de uma drag queen retirada de um sórdido cabaret de Pigalle.
Depois de distrair o sombrio capanga colombiano (não perguntem como) entrei na outrora fábrica de embalagem de pacotes de natas Ribamontan ironicamente transformada numa fábrica de confecção de enchumaços de polyester para soutiens.

Após recolher algumas amostras de enchumaços (para futuras provas incriminatórias), retornei ao escritório do Sr. Cerqueira. Reparei por entre o intenso fumo de Português Suave que os olhos do representante regional da cadeia alemã se amedrontaram quando retirei os enchumaços do meu soutien e atirei-os violentamente contra a sua secretária.

Juvenal Cerqueira não estava inocente...

“Não sei do que está a falar!” contestou o enervado gerente. “Cale-se Cerqueira! O seu olhar de admiração atraiçoou-o! Admita! Você faz parte desta tramóia! E pare de olhar para as minhas coxas!” – respondi impetuosamente.
Confrontado com a verdade, Juvenal Cerqueira tentou uma frustrada fuga às responsabilidades subornando-me com um pacote de 10 cupões de desconto de 20% na compra de jardineira congelada Ribamontan:

- “Quem tipo de drag queen você pensa que eu sou Cerqueira?! Eu sou uma pessoa séria. Tenho cara de quem confecciona pratos transmontanos? Tenha vergonha homem! Você não pode comprar o meu silêncio. Este escandalo vai fazer capa no 24 Horas!”
- “E se eu lhe oferecesse esta caneta com lanterna Ribamontan?”
- “Sendo assim está bem. Até à próxima.”
– despedi-me com um forte aperto de mão.

Carbonara com natas Páturage não soa nada mal.

Das

quinta-feira, setembro 02, 2004

COISAS-ROCK QUE IRRITAM #11

Publicações que se referem ao álbum "Exterminator" dos Primal Scream como "XTRMNTR".


Vitor, brevemente irás receber as intruções de resgate. Nem sequer penses em chamar a GNR.

domingo, agosto 29, 2004

E SE DEPOIS

Por vezes saio de casa. Quando isso acontece, corro o risco de encontrar pessoas que me perguntem coisas como “Desculpe, pode-me dizer as horas? E já agora, que raio de penteado é esse?”. Outras ligeiramente mais simpáticas interpelam-me esporadicamente com algo mais intrigante: “Como acha que seria o comportamento de Nelson Mandela se fosse português?”.
Depois de vestir as calças e engolir mais um Prozac, tento responder o mais detalhadamente possível:

Conhecendo o seu prévio passado revolucionário, acredito que facilmente Mandela se converteria numa estrela em ascensão da chanson portuguaise, exalando subversivas letras que inteligentemente escapassem à maquina de censura, acabando por inevitavelmente vencer o Festival RTP da Canção de 1980 com 96 pontos (ninety six points, quatre-vingt-dix six points, noventa e seis pontos) – apenas 4 pontos à frente de “Um Grande Grande Amor” de José Cid.

Claro que apenas fiz uma suposição temporal.

Outra possível hipótese consistia no caso de Nelson Mandela ser um prisioneiro político libertado em 1990 em Portugal. Estou convencido que, apesar da inexistência de um Apartheid lusitano, Mandela continuaria a combater as injustiças mundanas já que esse era o espírito reminiscente do Pós-Perestroika. Basicamente, estava na moda.

Assim como também não é dificil imaginar que se a libertação de Mandela ocorresse no ano passado, rapidamente se tornava num Stand-Up Comedian, infelizmente com pouco sucesso. Como o Gandalf disse no primeiro Lord of the Rings: “textos sobre a liberdade ou a qualidade da comida da prisão não dão bom material cómico.”

Ok, também não me lembro do Gandalf dizer isto, mas desde que a Avril Lavigne disse que os Jogos Olímpicos rockam, acredito em tudo.

Das

quinta-feira, agosto 26, 2004

VOL. IV - SOU MAIS UM NO CARROSSEL DOS ESQUISITOS

Photobucket

Photobucket

capa: Cadela de guarda na Feira Medieval de Santa Maria da Feira (Das)
contracapa: Babas e Pato vão dar uma mija depois de fintarem a cadela de guarda (Das)

terça-feira, agosto 24, 2004

QUANDO OS PROGRAMADORES DE JOGOS DE SPECTRUM SE DROGAVAM NOS ANOS 80 – VOLUME I

Por esta altura no ano passado estava agarrado ao Championship Manager 3 ou ao Counter-Strike, mas lentamente deixei este terrivel vício desde que aprendi a cortar as unhas dos pés de pernas para o ar. Finalmente um passatempo saudável.

Ou então não.

Infelizmente, esta semana, o meu diabólico irmão (ainda uma deprimente criatura agarrada a obras do Demo como o Pro Evolution Soccer 3) teve a infeliz ideia de procurar os nossos antigos jogos de Commodore 64 pela internet. E eis-me novamente viciado nos jogos que faziam as minhas alegrias numa altura em que as camisas de flanela ainda não estavam na moda - Demónios te carreguem, Eddie Vedder!

A boa notícia é que esta situação oferece-me uma estúpida desculpa para exibir parte da minha teoria que defende que TODOS os programadores de jogos de computador dos anos 80 eram uns junkies do mais motherfuckin’ hardcore junkie possível. Naquele tempo é que era hardcore. Não havia espaço para os actuais lastimosos programadores, sombras albinas de um glorioso passado. Nos 80’s o programador de jogos de Spectrum residia no patamar de coolness de um actor porno dos 70’s e snifavam tanta coca como o Robert Plant circa "Houses of the Holy".

Para acabar com essas dúvidas atentemos no jogo Starquake (1988):




Qual é o objectivo de Starquake ninguém sabe. Nem mesmo os programadores. A história (?) começa com uma nave despenhada num planeta qualquer. Ao lado da nave está um... um... uma coisa que não lembra nem ao Menino Jesus, e que será o bonequinho que vamos controlar. Para facilitar as seguintes explicações, chamemos-lhe “John”.








O “John” é uma... coisa com habilidades tão variadas como “andar para a direita” ou mesmo “andar para a esquerda”. Estas habilidades, quando utilizadas sabiamente, dão origem a um revolucionário movimento: cair de precipicios.

Passado 10 minutos de jogo, descobri que o “John” possui a capacidade de se elevar ao colocar plataformas por baixo dele. Plataformas que se evaporam rapidamente. Alguém me quer convencer que um programador de jogos de computador se lembrava disto no seu estado normal?









Ao percorrer a comovente odisseia de “John” começamos a encontrar os habituais packs de munições e de energia e objectos tão úteis no espaço sideral como “antenas de televisão”, “biscoitos” ou “jantes de automóveis”.

Mas a piéce de résistance de Starquake reside nos inimigos de “John”: O planeta em questão é habitado por lagartixas voadoras, amibas errantes e outros animais impossíveis de desenhar sem o auxílio de uma razoável dose de LSD. Para acentuar o ambiente psicadélico do jogo não podia faltar a usual banda sonora de um jogo de Spectrum. Citando Pedro Alvares Cabral: “É o full package, Bartolomeu!”.








Dentro da minha escala Uso de drogas/Resultado final (onde o mínimo equivale a “Consumo Esporádico de Cogumelos” e o máximo a “Estes Deram Duro Na Coca!”), Starquake situa-se a 81%.

Traduzindo para leigos, trata-se de um sério caso de abuso de Gamma Hidroxibutirato.

Das

sexta-feira, agosto 20, 2004

E QUE TAL UM HAIKU ANTES DO JANTAR?

Na noite fria de verão
Afinal hoje está calor
C'um caneco!

Das

quinta-feira, agosto 19, 2004

AND NOW FOR SOMETHING COMPLETELY DIFFERENT

sábado, agosto 14, 2004

Hmmmm...

Hoje descobri mais uma actividade/profissão/cena para juntar à minha lista de actividades/profissões/cenas mais odiadas, nas quais se incluem os tão famigerados Escuteiros ou os mete-nojo dos Taxistas! São os fogueteiros! (sim, aqueles gajos que lançam foguetes ainda de madrugada!!!)
Será que um gajo já não pode dormir em paz num sábado de manhã?!? Hoje eram umas 8h da matina quando começou a rebentar o foguetório cá no vilarejo. Eu juro-vos, se não fosse pela preguiça, que me tinha levantado, metia os foguetes todos no cu do "profissional de pirotecnica" e os acendia com todo o prazer.
Aí sim, eu talvez compreendesse qual é a piada do caralho dos foguetes!

Ensonadas Saudações Pirilampásticas
LP

sexta-feira, agosto 13, 2004

HENRIQUE E O ÉTER

O Henrique não é o vosso típico cavalo lusitano. “Claro que não... ENTÃO SE É UM BURRO!!...” exclamará o imbecil leitor. Porém, não me estou a referir a tal deficiência daltónica. O Henrique é um cavalo culto. Facto.

Contrariamente ao seu progenitor Impressive Jonny 7 de Ouros (Campeão Regional em 1987, vencedor do "36º Meeting Vila Nova da Telha/Perafita Tintas Barbot" e orgulho da cavalariça local), o Henrique sonha uma carreira no meio radiofónico. Preferencialmente na Rádio Clube Matosinhos – 91.0 FM. Sei disso quando o ouço a suspirar às 4 da manhã enquanto Manuel Monteiro divaga sobre um anúncio do Restaurante Pinheiral dos Leitões com a sua voz nasalada ou ao ouvir-lhe murmurar “Boa escolha...” quando Janeco revela a frase do dia para pedir discos pedidos no seu programa de culto Janequices.




Como complemento, deixo uma pequena introdução às principais influências hertzianas do meu pequeno potre:




JANECO
Janequices (Sábado: 19h-21h; Domingo: 21h-23h)




Nascido Joaquim “Caneco!” Silva nos suburbios rurais de Amarante (pleonasmo propositado) a 19 de Novembro de 1965, adoptou o nome artístico Janeco quando no quente verão de 1985 tornou-se o mais jovem locutor da RCM.
É reconhecido a nivel regional (!) pela sua mítica sucessão de frases articuladas em piloto automático:

- Bom dia ouvinte.
- De onde nos fala?
- Muito bem. A frase...
- Certíssimo. A música...
- Fantástico. Adeus, excelsos agradecimentos e um bem haja.




MANUEL MONTEIRO
Donos da Noite (2ª, 3ª e 6ª: 02h-07h; 4ª, 5ª, Sabado e Domingo: 00h-07h)




Auto-intutilado Príncipe da Rádio, Manuel Monteiro é tambem carinhosamente denominado pelos seus inúmeros fãs como Papa da Piada Fácil, Rei da Redundância ou mesmo Deus da Dicotomia Frugalidade/Nonsense.
Atinge constantemente o final do seu programa exausto, raramente sóbrio e com um perturbador sentido involuntário de auto-sátira desorientada. Um génio.

Das