quinta-feira, maio 27, 2004

ESCÂNDALO NO MUNDO PIRILAMPÁSTICO

É matemático. Desde que iniciamos este blog em Junho do ano passado que o mês de Maio é rigorosamente movimentado na nossa redacção. 2004 não previa ser diferente e como tal cá nos encontramos em pleno furore pré-campanha Pirilampo Mágico. Sim, chegou a silly season mais temida do ano e consigo trouxe mais uma musica e um novo espécime pirilamparabarástico. Ou assim pensávamos...



Felizmente, para gáudio e zombaria dos pirilampers residentes, as criativas mentes da Fenacerci resolveram "reciclar" a musica do ano passado. Se este impasse criativo não fosse agravo suficiente, tambem o Pirilampo Mágico deste ano é EXACTAMENTE O MESMO do ano passado.

Não assistia a tamanha escandaleira desde que Rosa Lobato Faria desviou os lucros das vendas de bolachinhas de manteiga dos Escuteiros-Mirins Macrobióticos de Mem Martins para os bolsos do juri da Lourinhã no Festival RTP da Canção de 1987, oferecendo assim uma polémica vitória a «Umbadá» de Jorge Fernando.

segunda-feira, maio 24, 2004

CUIDADO

"Um dia ia uma lagartixa a atravessar a estrada quando um carro passou e lhe pisou o rabo, partindo-o. A lagartixa virou-se e vendo o rabo a mexer-se, ficou parada a lamentar-se da triste sorte de ter perdido um rabo tão jeitoso. Nisto passa outro carro que pisa a cabeça da lagartixa, matando-a."


Moral da história:
Por causa de um bom cú às vezes perde-se a cabeça !!!





domingo, maio 23, 2004

ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND

How happy is the blameless Vestal’s lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sun-shine of the spotless mind!
Each pray’r accepted, and each wish resigned.



















Pode a atitude eh-pá-este-filme-é-demasiado-marado-para-a-minha-cabeça-vou-dar-umas-gargalhadas-nas-cenas-que-não-compreendo de alguns paralisados intelectuais que semanalmente conspurcam as salas de cinema do AMC definir o que é um bom filme?

Exemplos:

Magnolia (1999) - "HEHEHE!! Estão a chover sapos! C'á cena ástupida!"

Ghost World (2000) - Um grupo de 6 jovens faz comentários em alto volume durante toda a extensão do filme, sai e entra da sala como se estivessem num café e comporta-se como se estivesse a usar uma esplanada. No final uma jovem grita: "ACHO QUE POSSO FALAR POR TODOS QUANDO DIGO QUE ESTE FILME FOI UMA MERDA!". Lindo.

Mulholland Dr. (2001) - 1/3 da ocupação da sala começa a rir nervosamente no incompreensível final do filme.

Punch-Drunk Love (2002) - 5 jovens riem em voz alta sempre que acontece mais uma cena estúpida. O Adam Sandler engana.

Hero (2002) - Os chineses são tão engraçados quando falam. Pelo menos essa era a opinião do tipo que estava ao meu lado. Afinal um épico histórico foi uma anedota de 95 minutos.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004) - Nem sequer é tão complicado quanto o Lost Highway, mas era decididamente demasiada areia para a camioneta dos adeptos do tuning da fila da frente. Nunca estive tão perto de usar uma garrafa de água como arma de arremesso.

segunda-feira, maio 17, 2004

AND NOW, BACK TO OUR REGULAR PROGRAMMING...



Calma! Estava na paródia. Na galhofa. Na risota. Na folia. Na pat(r)usqice.

Afasta
esse kick leftside wing...




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terça-feira, maio 11, 2004

ARQUIVO

Hoje encontrei no meu arquivo esta foto do Henrique no Carnaval de Ofir. É a loucura...

sexta-feira, abril 30, 2004

NOVAS TENDENCIAS MUSICAIS: GUSTAVO CALDEIRA - PARTE 2 de 2

Sobejamente conhecido como o principal responsável pelo colapso cerebral de Xobineski Patruska, Gustavo Caldeira acabou de lançar o seu primeiro EP “Greatest It’s” (foi, obviamente, no título do EP de Caldeira que Gomo se inspirou para o título do seu próprio album – “Best Of”). Este épico lançamento é uma boa desculpa para o The Pirilampo Mágico Project inaugurar uma nova rubrica dedicada a crítica de albuns.
Analisemos, então, detalhadamente o EP de quem João Pedro Pais terá dito: “Adoro-o como o irmão bastardo que nunca tive.”




GUSTAVO CALDEIRA
Greatest It's

Ed. Autor

1/10





No seu press release, Gustavo Caldeira indica Oasis, Beatles e outros exemplos de pop psicadélica como referencias. O resultado não poderia ser mais discrepante. Ao longo do EP encontramos tentativas de BritPop manhoso misturadas com tristes inclinações para uns Silence 4, Hands On Aproach ou mesmo Império dos Sentados.

O EP inicia com o single óbvio “Nevermind Faces”, balada para pitas choronas onde começamos a sentir a composição avantgarde de Caldeira em rimas como “faces/races/places”. O seu irmão bastardo ficaria orgulhoso. “The Truth Is My Hero” poderia ser uma composição de Pete Yorn se este sofresse de imbecilidade crónica. Caldeira transfigura-se no bad boy da Margem Sul ao vociferar “I'm tired of hearing bullshit, read the fucking lyrics of this song” – Bem radical! Um clássico exemplo Operaçãotriunfiano de “Hey! É Rock!”.

Com“Wait a While” começa a trilogia cómica. Isto é Caldeira-frustrated-rockabilly vintage. Marca o regresso do seu vanguardismo lírico – “away/say/stay” – e acaba no ridiculo de tentar esgalhar vocalizações à Rod Stewart ou àquele tipo dos Stereophonics do qual não me quero lembrar do nome; “My Train” é uma deprimente balada com deliciosos erros ortográficos - “I don't have no company/I don't have no one to take care of me” – e leves insinuações a bestialismo equestre. Mas o apogeu da maqueta chega em “Revive” – proto-metal sob o efeito de leitinho morno no seu auge.
Quando chegamos à ultima faixa “Son of a Daughter” já só temos tempo para carregar no stop antes de rebolar pelo chão às gargalhadas. “Greatest It’s” é tão idioticamente kitsch quanto o seu potencial fazia adivinhar.

segunda-feira, abril 26, 2004

VOL. XIII - I CAN TELL THAT WE ARE GONNA BE FRIENDS

Photobucket

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quarta-feira, abril 21, 2004

HENRIQUE SEMPRE ATENTO AOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS

O encontro com a Clarabela não correu bem. A paixão cegou o Henrique, não permitindo que se apercebesse que seria demasiada sorte sair com a égua mais desejada da calavariça. Resultado: Quando a Clarabela descobriu que o Henrique não sabia dançar abandonou-o no meio da pista de dança, preterindo-o por outro potro, este com todos os movimentos dignos de uma Noite Latina no Palhotas Bar a uma Sexta-Feira com bar aberto para as gajas.

Tendo em conta que a Clarabela deu preferência a um cavalo fútil ao invés do simpatico e naíve Henrique, cheguei à conclusão que ela não era a égua ideal para o Henrique. Afinal, ela ficava sempre com aquele olhar “és-pouco-anormal-és...” quando o Henrique lhe explicava as suas teorias nonsense sobre a vida.
Será que o Henrique vai encontrar alguem que o compreenda?
Será que alguma vez o Henrique vai encontrar o amor?

Entretanto, para tentar desvia-lo destas deprimentes dúvidas, tenho lhe ensinado alguns truques tecnológicos. Ontem ensinei-o a programar o video, algo que 83% da população nacional é incapaz de realizar.



Já hoje, ensinei o a abrir a porta do prédio ao Babas através do intercomunicador.


domingo, abril 18, 2004

DESIGN DE INTERIORES LEGISLA!

Aproveitei os ultimos dias agarrados à almofada para me viciar num novo programa da BBC Bristol (em exibição no sempre recomendável People + Arts) intitulado “Design Rules” – ou em português “Siga o Decorador!”. Facilmente se aceitava como tiitulo “Design Legisla”, porque é exactamente isso que o apresentador faz. Laurence Llewelyn-Bowen legisla despoticamente sobre qualquer designer de interiores britanico, talvez mesmo europeu.

Llewelyn-Bowen, figura andrógina licenciada na Camberwell School of Arts and Crafts em 1986, passeia-se pavoneamente pelo seu programa utilizando o seu savoit-faire na optimização de pequenos espaços.
Desde a preocupação com que a escassa luminosidade de um fim de tarde britânico afecta um loft apontado para norte até à altura correcta de um candelabro no topo de uma lareira, Laurence Llewelyn-Bowen assume-se como o novo Messias do Design de Interiores. O Moisés do Século XXI responsavel pelos 10 mandamentos de colocação de sofás de cores neutras em paralelo com cortinas de seda.



Os interessados em melhorar o deprimente aspecto dos seus aposentos podem sintonizar para o People + Arts nos seguintes horários:

Quartas (7h, 10h, 19h e 22h)
Sabados (8h, 20h e 00h)
Domingos (4h, 12h e 16h)

Recordem sempre as sabias palavras de Laurence Llewelyn-Bowen:
Design should be something you live with rather than something you have to live up to.

quarta-feira, abril 14, 2004

PIRILAMPERS NA COZINHA, TOMO 1 - SPAGHETTI ALLA CARBONARA

O The Project inaugura hoje uma nova rubrica dedicada ao tempo gasto na cozinha. Porque qualquer pirilamper defensor do bem estar da sua freguesia não é pirilamper que se preze se não se comportar como uma digna fada do lar, preparamos um guia ilustrado de como fazer a sua própria Spaghetti alla Carbonara, neste caso confeccionado pelo ex-Pirilamper Lilás, conhecido no meio gastronómico internacional como Chefe Kapotte:



1. Para confeccionar a Spaghetti alla Carbonara do Chefe Kapotte (receita para 3 a 4 pessoas), vamos precisar dos seguintes ingredientes: 500g de esparguete Nacional, 400g de toucinho fumado em pedaços, 40 cl de natas, 150g de cogumelos laminados, 30g de fiambre, 1g de queijo, 1 cebola (descascada), 1 casca de limão, 50g de queijo ralado, azeite e sal (não foi possivel fotografar o frasco de sal devido a uma milenar divergência publicitária com a Vatel). É imperativo que o esparguete seja Nacional.




2. Para confeccionar o manjar em todo o seu esplendor vamos precisar de duas (2) panelas de diferentes dimensões. Numa panela maior vamos ferver 150 cl de água em lume forte. Juntamos algum azeite, a casca de limão e pouco sal antes de colocar as 500g de esparguete. Estamos, portanto, a usar a regra “3 para 1 de Totto Schilacci” (150cl para 500g) Tapamos discretamente a panela. Tipo, sem ela reparar. Assobiamos e coisa e tal.







3. Entretanto começamos a preparar os ingredientes complementares. Usando uma preferencialmente limpa tábua de madeira, cortamos a cebola (depois de depenada) em pedaços médios.








4. Numa tigela colocamos os 40 cl de natas. Com um garfo batemos as natas até ficarem parecidas com natas. De seguida, juntamos o queijo ralado e batemos até as natas se assemelharem a natas com queijo ralado.








5. Numa panela menor fervemos algum azeite em lume médio. Juntamos a cebola. 3 minutos depois juntamos o toucinho fumado. Convem mexer.









6. Usando de novo a fiel tábua, cortamos o fiambre em pequenos pedaços. Não é necessario cortar a (1) grama de queijo. Esta miserável grama acabará por se derreter na panela.








7. Colocamos o fiambre, o queijo e os cogumelos laminados na panela dos ingredientes complementares. Mexemos durante 3 minutos.










8. Por esta altura, o esparguete já deve estar al dente. Se sim, escorremo-lo para um recipiente.








9. De seguida, juntamos as natas com queijo ralado aos outros ingredientes. Mexemos durante 2 minutos.









10. Não se assustem se não conseguirem ver os ingredientes. Eles estão por baixo das natas. Sabemos o quão dificil será acreditar nesta situação na eventualidade de o leitor ser agnóstico. Mas se querem verdadeiramente preparar este nutritivo prato têm que confiar em nós.







11. Passado o raio do tempo que for preciso, juntamos os ingredientes ao esparguete. Durante 3 minutos abanamos o recipiente para que as natas se familiarizem com o esparguete. Isto é muito importante.








12. Está pronto! Servimos numa mesa preferencialmente bonita (com uma toalha com flores ou coisa semelhante. acho que aquilo são flores. não. tambem tem frutos.). De seguida, comemos. Não se esqueçam de mastigar 20 vezes antes de engolir. Bom apetite.





O The Pirilampo Magico Project agradece ao Supermercado Plus de Moreira da Maia pelas facilidades concedidas na aquisição dos ingredientes.
Das