NOVAS TENDENCIAS MUSICAIS: GUSTAVO CALDEIRA - PARTE 2 de 2
Sobejamente conhecido como o principal responsável pelo colapso cerebral de Xobineski Patruska, Gustavo Caldeira acabou de lançar o seu primeiro EP “Greatest It’s” (foi, obviamente, no título do EP de Caldeira que Gomo se inspirou para o título do seu próprio album – “Best Of”). Este épico lançamento é uma boa desculpa para o The Pirilampo Mágico Project inaugurar uma nova rubrica dedicada a crítica de albuns.
Analisemos, então, detalhadamente o EP de quem João Pedro Pais terá dito: “Adoro-o como o irmão bastardo que nunca tive.”
GUSTAVO CALDEIRA
Greatest It's
Ed. Autor
1/10
No seu press release, Gustavo Caldeira indica Oasis, Beatles e outros exemplos de pop psicadélica como referencias. O resultado não poderia ser mais discrepante. Ao longo do EP encontramos tentativas de BritPop manhoso misturadas com tristes inclinações para uns Silence 4, Hands On Aproach ou mesmo Império dos Sentados.
O EP inicia com o single óbvio “Nevermind Faces”, balada para pitas choronas onde começamos a sentir a composição avantgarde de Caldeira em rimas como “faces/races/places”. O seu irmão bastardo ficaria orgulhoso. “The Truth Is My Hero” poderia ser uma composição de Pete Yorn se este sofresse de imbecilidade crónica. Caldeira transfigura-se no bad boy da Margem Sul ao vociferar “I'm tired of hearing bullshit, read the fucking lyrics of this song” – Bem radical! Um clássico exemplo Operaçãotriunfiano de “Hey! É Rock!”.
Com“Wait a While” começa a trilogia cómica. Isto é Caldeira-frustrated-rockabilly vintage. Marca o regresso do seu vanguardismo lírico – “away/say/stay” – e acaba no ridiculo de tentar esgalhar vocalizações à Rod Stewart ou àquele tipo dos Stereophonics do qual não me quero lembrar do nome; “My Train” é uma deprimente balada com deliciosos erros ortográficos - “I don't have no company/I don't have no one to take care of me” – e leves insinuações a bestialismo equestre. Mas o apogeu da maqueta chega em “Revive” – proto-metal sob o efeito de leitinho morno no seu auge.
Quando chegamos à ultima faixa “Son of a Daughter” já só temos tempo para carregar no stop antes de rebolar pelo chão às gargalhadas. “Greatest It’s” é tão idioticamente kitsch quanto o seu potencial fazia adivinhar.
sexta-feira, abril 30, 2004
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segunda-feira, abril 26, 2004
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quarta-feira, abril 21, 2004
HENRIQUE SEMPRE ATENTO AOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS
O encontro com a Clarabela não correu bem. A paixão cegou o Henrique, não permitindo que se apercebesse que seria demasiada sorte sair com a égua mais desejada da calavariça. Resultado: Quando a Clarabela descobriu que o Henrique não sabia dançar abandonou-o no meio da pista de dança, preterindo-o por outro potro, este com todos os movimentos dignos de uma Noite Latina no Palhotas Bar a uma Sexta-Feira com bar aberto para as gajas.
Tendo em conta que a Clarabela deu preferência a um cavalo fútil ao invés do simpatico e naíve Henrique, cheguei à conclusão que ela não era a égua ideal para o Henrique. Afinal, ela ficava sempre com aquele olhar “és-pouco-anormal-és...” quando o Henrique lhe explicava as suas teorias nonsense sobre a vida.
Será que o Henrique vai encontrar alguem que o compreenda?
Será que alguma vez o Henrique vai encontrar o amor?
Entretanto, para tentar desvia-lo destas deprimentes dúvidas, tenho lhe ensinado alguns truques tecnológicos. Ontem ensinei-o a programar o video, algo que 83% da população nacional é incapaz de realizar.

Já hoje, ensinei o a abrir a porta do prédio ao Babas através do intercomunicador.

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domingo, abril 18, 2004
DESIGN DE INTERIORES LEGISLA!
Aproveitei os ultimos dias agarrados à almofada para me viciar num novo programa da BBC Bristol (em exibição no sempre recomendável People + Arts) intitulado “Design Rules” – ou em português “Siga o Decorador!”. Facilmente se aceitava como tiitulo “Design Legisla”, porque é exactamente isso que o apresentador faz. Laurence Llewelyn-Bowen legisla despoticamente sobre qualquer designer de interiores britanico, talvez mesmo europeu.
Llewelyn-Bowen, figura andrógina licenciada na Camberwell School of Arts and Crafts em 1986, passeia-se pavoneamente pelo seu programa utilizando o seu savoit-faire na optimização de pequenos espaços.
Desde a preocupação com que a escassa luminosidade de um fim de tarde britânico afecta um loft apontado para norte até à altura correcta de um candelabro no topo de uma lareira, Laurence Llewelyn-Bowen assume-se como o novo Messias do Design de Interiores. O Moisés do Século XXI responsavel pelos 10 mandamentos de colocação de sofás de cores neutras em paralelo com cortinas de seda.



Os interessados em melhorar o deprimente aspecto dos seus aposentos podem sintonizar para o People + Arts nos seguintes horários:
Quartas (7h, 10h, 19h e 22h)
Sabados (8h, 20h e 00h)
Domingos (4h, 12h e 16h)
Recordem sempre as sabias palavras de Laurence Llewelyn-Bowen:
Design should be something you live with rather than something you have to live up to.
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quarta-feira, abril 14, 2004
PIRILAMPERS NA COZINHA, TOMO 1 - SPAGHETTI ALLA CARBONARA
O The Project inaugura hoje uma nova rubrica dedicada ao tempo gasto na cozinha. Porque qualquer pirilamper defensor do bem estar da sua freguesia não é pirilamper que se preze se não se comportar como uma digna fada do lar, preparamos um guia ilustrado de como fazer a sua própria Spaghetti alla Carbonara, neste caso confeccionado pelo ex-Pirilamper Lilás, conhecido no meio gastronómico internacional como Chefe Kapotte:
1. Para confeccionar a Spaghetti alla Carbonara do Chefe Kapotte (receita para 3 a 4 pessoas), vamos precisar dos seguintes ingredientes: 500g de esparguete Nacional, 400g de toucinho fumado em pedaços, 40 cl de natas, 150g de cogumelos laminados, 30g de fiambre, 1g de queijo, 1 cebola (descascada), 1 casca de limão, 50g de queijo ralado, azeite e sal (não foi possivel fotografar o frasco de sal devido a uma milenar divergência publicitária com a Vatel). É imperativo que o esparguete seja Nacional.
2. Para confeccionar o manjar em todo o seu esplendor vamos precisar de duas (2) panelas de diferentes dimensões. Numa panela maior vamos ferver 150 cl de água em lume forte. Juntamos algum azeite, a casca de limão e pouco sal antes de colocar as 500g de esparguete. Estamos, portanto, a usar a regra “3 para 1 de Totto Schilacci” (150cl para 500g) Tapamos discretamente a panela. Tipo, sem ela reparar. Assobiamos e coisa e tal.
3. Entretanto começamos a preparar os ingredientes complementares. Usando uma preferencialmente limpa tábua de madeira, cortamos a cebola (depois de depenada) em pedaços médios.
4. Numa tigela colocamos os 40 cl de natas. Com um garfo batemos as natas até ficarem parecidas com natas. De seguida, juntamos o queijo ralado e batemos até as natas se assemelharem a natas com queijo ralado.
5. Numa panela menor fervemos algum azeite em lume médio. Juntamos a cebola. 3 minutos depois juntamos o toucinho fumado. Convem mexer.
6. Usando de novo a fiel tábua, cortamos o fiambre em pequenos pedaços. Não é necessario cortar a (1) grama de queijo. Esta miserável grama acabará por se derreter na panela.
7. Colocamos o fiambre, o queijo e os cogumelos laminados na panela dos ingredientes complementares. Mexemos durante 3 minutos.
8. Por esta altura, o esparguete já deve estar al dente. Se sim, escorremo-lo para um recipiente.
9. De seguida, juntamos as natas com queijo ralado aos outros ingredientes. Mexemos durante 2 minutos.
10. Não se assustem se não conseguirem ver os ingredientes. Eles estão por baixo das natas. Sabemos o quão dificil será acreditar nesta situação na eventualidade de o leitor ser agnóstico. Mas se querem verdadeiramente preparar este nutritivo prato têm que confiar em nós.
11. Passado o raio do tempo que for preciso, juntamos os ingredientes ao esparguete. Durante 3 minutos abanamos o recipiente para que as natas se familiarizem com o esparguete. Isto é muito importante.
12. Está pronto! Servimos numa mesa preferencialmente bonita (com uma toalha com flores ou coisa semelhante. acho que aquilo são flores. não. tambem tem frutos.). De seguida, comemos. Não se esqueçam de mastigar 20 vezes antes de engolir. Bom apetite.
O The Pirilampo Magico Project agradece ao Supermercado Plus de Moreira da Maia pelas facilidades concedidas na aquisição dos ingredientes.
Das
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Das
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sábado, abril 10, 2004
CONFISSÃO DA XOBINESKI
Pois é...
Finalmente escapei da horde de pirilampos assassinos que me mantiveram cativo durante todo este tempo em que não escrevi!
De regresso à terra, aliviado por estar são e salvo, decidi ir passear pelo nosso belo Portugal!
Eis senão quando vislumbro a Xobineski Patruska, ex-colega acérrima do conservatório e ilustre blogger da nossa terra.
Pego na minha máquina de filmar e dirijo-me até ela.
Nem imaginam como fiquei aterrado com o que ela me confessou!
Ora vejam...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Nem na terra estou a salvo!
Nem eu nem ninguém!
Já imaginaram o que seria do nosso planeta se a Xobineski se unisse aos Pirilampos Assassinos??!?
Se calhar o melhor é nem pensar nisso!
Ufa...
[isto de regressar aos blogs ainda dá algum trabalho!]
Aterrorizadas Saudações Pirilampásticas
LP
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quinta-feira, abril 08, 2004
IT’S A DATE!
Hoje o Henrique vai sair. Logo ao acordar foi tomar banho, fez a barba e penteou-se. Ultrapassou a timidez e convidou a sua amiga Clarabela para o Baile de Páscoa da Cavalariça da GNR. A Clarabela é uma atraente égua residente no Centro Hípico de Moreira da Maia a quem o Henrique dedicou o album temático «Songs for Clarabela». Aquele que ele fez a meias com o John Cale.
Como o Henrique está excitado com o encontro, vou deixar lhe sair sem as chaves. É que aquilo pesa. Claro que vou ter que esperar acordado até tarde para lhe abrir a porta, o que atendendo às actuais circunstâncias não deve ser problema. Lá pelas 6 da manhã, o seu misantropo dono ainda deve estar abraçado à almofada ao som dos Broken Social Scene.

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sábado, abril 03, 2004
NOVAS TENDENCIAS MUSICAIS: GUSTAVO CALDEIRA - PARTE 1 de 2
Alem de prestar as obrigatórias homenagens a cançoneteiros injustamente ignorados como Marante (impulsionador supremo da chanson portuguaise pós-Eduardo Santana) ou Graciano Saga (talvez o unico singer/songwriter personificador do espirito do emigrante saudosista lusitano enquanto criava um novo género musical entre o fado bairroaltista underground e o alt.pimba barcelense), o The Pirilampo Mágico Project também foi pioneiro ao lançar as jovens promessas Luna Bastez e David Fonseca para as brilhantes luzes da fama.
Munidos do mesmo espirito pioneiro que nos caracterizou nos tempos áureos deste blog, hoje temos a honra de apresentar o “Adónis da guitarra acústica”, o “Pelé do timbre rouco”, a “Maria Madalena das letras melancólicas”: Gustavo Caldeira.
Segundo o seu sítio oficial (ou como o próprio frustradamente traduziu para inglês: Gustavo Oficial Site), Gustavo Caldeira - injusta vítima da cólera dos utilizadores do Forum Sons, onde venceu o prémio “Forense Ridiculo e Ridicularizado” relativo ao mês de Março - nasceu em Lisboa a 8 de Abril de 1985. Aos quatro anos aprendeu sozinho a ler e escrever para meses depois começar a cantar.
Como o Gustavo é modesto, não menciona no seu sítio que aos 3 anos resolveu a crise dos mísseis de Cuba através de uma conversa de 40 minutos com Fidel Castro ou mesmo a proeza que cometeu aos 18 meses de idade quando, sem ajudas, ajudou um vitelo a nascer numa quinta ribatejana.
Na sua biografia refere que durante a sua infância confessa que foi o gira-discos que mudou a sua vida. Todos podemos imaginar o pequeno Gustavo na pré-primaria a explicar aos seus amigos de biberão como o gira-discos evitou que passasse uns maus meses nos becos sujos de Almada, logo a seguir a ter saído da maternidade.
Foi no externato que Gustavo Caldeira começou a compor em inglês as suas proprias canções. Esta é a única explicação para quem já leu as suas letras. Qual Ryan Adams em potência, o prolífico Gustavo Caldeira já escreveu cerca de cem canções. Todas com hilariantes erros.
Os seus hobbies são escrever canções com o mínimo de erros em inglês (actualmente só comete um erro ortográfico por linha), yoga, organizar manifestações em prol da paz mundial, dividir o átomo e passar horas em frente ao espelho a experimentar expressões fixes.
O Gustavo tambem está a pensar em se tornar vegetariano, porque é fixe.
João Pedro Pais do Século XXI?
Luis Represas da “Geração Dah”?
Tentativa de uniformização do termo “Cromo”?
Na sua verdadeira essência, quem é Gustavo Caldeira?
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quinta-feira, abril 01, 2004
O RESPEITO FICOU NA 5 DE OUTUBRO
21h50m. Anúncio ao programa de variedades de apresentação da nova RTP no intervalo do Portugal 1 Italia 2. O voz off tem a infeliz frase promocional:
«A arte de Luis de Matos,... o encanto de Catarina Furtado... e Jorge Gabriel...»
Pá... Se eu fosse o Jorge Gabriel ficava no minimo aborrecido. Depois de tantas noites de sacrifício (relembro que Jorge Gabriel esteve impossibilitado de ver a sua família enquanto gravava o Quem Quer Ser Milionário e a Praça da Alegria ao mesmo tempo) merecia pelo menos um «...e a simpatia natural de Jorge Gabriel» ou «...e o esforço sobrehumano sob o efeito de 3 Red Bulls de Jorge Gabriel». Das
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segunda-feira, março 22, 2004
OS AMIGOS DO HENRIQUE
A criação no mês passado do “Clube de Fãs do Henrique”, cujo Presidente Honorário é Jorge Mourinha, - curiosamente, o critico cinematográfico de eleição do pequeno potro. Mas apenas cinematográfico. Uma vez, enquanto o Henrique lia o Blitz, lembro-me de ouvir um «Foda-se! Mas o Mourinha dá um 7/10 ao novo álbum da Britney Spears?!», ao que eu prontamente respondi «Calma, Henrique! Na minha casa não falas assim, caralho!» - faz me acreditar numa crescente popularidade do meu porta-chaves.
Apesar desta manifestação popular de apreço, o Henrique é muito tímido. De tal modo que por vezes essa timidez é confundida por antipatia.
Um dos poucos amigos do Henrique é o Paulo, o Panda do Aleixo.
Paulo - nascido Paulus Gudmundsigurssön nos subúrbios a sudoeste de Reykjavik entre 1976 e 1979, fruto de uma selvática noite de paixão entre um panda de negócios japonês imigrado e uma atraente proprietária de um restaurante temático circense – era um adolescente fustigado pelo frio que se fazia sentir no inicio dos anos 90 na Islândia.
Esta insólita situação, adicionada pela audição das insuportáveis divagações vocais de Björk, obrigou Paulo a tomar o exemplo do seu pai ao imigrar para Portugal, onde, apesar dum handicap vocal (Paulo troca os “r” por “l” e é belfo), se tornou um respeitável drug dealer no Bairro do Aleixo. Foi também na cidade invicta que este Panda descobriu o Amor na forma de um manequim na montra da Zara do Norteshopping.
Na semana passada o Henrique encontrou-se com o Paulo no movimentado bairro portuense para um descontraído piquenique:

Outra personagem com quem o Henrique se cruza diariamente é o Rodolfo. Nascido Rudolph von Schtreittanhausen-Düsseldorf na boémia Munique dos anos 60, este urso verticalmente desafiado é um ex-piloto da Luftwaffe pela qual combateu na célebre batalha aérea de Mecklenburg-Vorpommern de 1983, pilotando um Jagdgeschwader 71.
O seu penteado ariano não esconde os seus ideais “Le Penianos”. Actualmente tem um negócio de exportação de Vinho do Porto e um pequeno campo de cultivo de morangos nas traseiras de um condomínio em Moreira da Maia. Das

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