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Depois das detalhadas exposições das duas publicações líderes no campo do infomail, depois de sairmos à rua para saber a sua importância no quotidiano de quem se preocupa com a temática, depois de extensas discussões pela madrugada fora após (por vezes) 3 cafés seguidos, chega o momento de fazer o saldo.
Para tal, tive o cuidado de me refugiar no meu apartamento durante 2 dias, muni-me de dois exemplares da Dica da Semana e do InterECONÓMICO e de uma calculadora gráfica e, utilizando complicadas equações polinomiais, consegui elaborar a seguinte tabela:

Como é possível observar pela tabela, utilizando todo o potencial da joint-venture com o Lidl, a Dica da Semana estende o seu catálogo a 8 paginas, eclipsando as apenas 4 da concorrência; também a sua larga experiência de mercado permite dar-se ao luxo de apresentar a programação televisiva semanal dos 4 canais nacionais (o essencial de uma verdadeira doméstica), anedotas para o jabardo esposo e entretenimento saudável para a pequenada (vide Cantinho do Espadinha). Divertimento garantido para toda a família, que é ainda presenteada com uma deliciosa receita semanal.
No entanto, qualquer observador alternativo poderá defender a rebeldia do InterECONÓMICO, justificando-se nas arriscadas 2 páginas de classificados totalmente grátis, ao invés da concorrência. Também a suavidade do papel e sucessiva qualidade gráfica é um melhoramento em relação ao folheto de origem germânica, e até mesmo a contratação de ultima hora de Paulo Cardoso finge uma efémera vantagem, apenas corrompida pela insistência na utilização do inenarrável tipo de letra Comic Sans.
Posto isto, onde deveremos fazer as compras?
No Supermercado Anazário da Urbanização das Guardeiras.
Apesar da ligeira vantagem da Dica da Semana, o Lidl mais próximo dos meus aposentos estaciona-se em Nogueira da Maia (onde?) e não me atrevo a cruzar com os veteranos drogados da estação de Pedras Rubras só para comprar pão de alho congelado do Intermarché. Das
SR. CERQUEIRA
XOBINESKI PATRUSKA
LILLY LABERDAGEOUSE
ZECA

Seja como for, esta publicação é uma lufada de ar fresco na área do Infomail. É um jornal sério, como se demonstra pela ausência de publicidade na primeira página e pelas sempre essenciais dicas para deixar de morder as unhas e modos de obter uma maquilhagem perfeita de lábios e face.



Nesta dissertação vou usar como exemplo a edição nº 104 – ano II (atente-se que ao atingir o 2º ano esta publicação afirma-se como um projecto vencedor, transmitindo uma consequente segurança ao consumidor).
Nas páginas seguintes é notória a tentativa de um acolhimento ao jornalismo sério, com um apontamento sobre o primeiro livro de Vasco Resende. De modo a criar alguma credibilidade jornalística, o texto é acompanhado por uma foto de Mário Crespo. Este ensaio apenas sai frustrado devido à secção de Classificados no topo da página, onde entre outros produtos de primeira necessidade se oferecem Paus de Cabinda, vibradores, filmes (não especificados) ou serviços de massangens tailandesas.




