InterECONÓMICO

Contrariamente à sua veterana concorrente, o InterECONÓMICO é uma jovem publicação quinzenal ainda no nº 9. Espero sinceramente que ainda o seja, pois sendo quinzenal, já deveria ter recebido o nº 10 há cerca de 3 dias e meio. E a espera está me a deixar próximo da loucura.
Entretanto já recebi mais duas Dicas da Semana (na capa: Joanna e Eusébio, respectivamente). Será que a aposta numa tiragem de 715000 exemplares foi exagerada? O Intermarché desistiu da distribuição da zona a nordeste dos drogados da estação de Pedras Rubras? Ou será que o carteiro anda me a roubar o InterECONÓMICO?
Seja como for, esta publicação é uma lufada de ar fresco na área do Infomail. É um jornal sério, como se demonstra pela ausência de publicidade na primeira página e pelas sempre essenciais dicas para deixar de morder as unhas e modos de obter uma maquilhagem perfeita de lábios e face.
Esta metódica aparência é apenas manchada pelo insistente uso no tipo de letra Comic Sans – acto punível em morte por enforcamento em alguns países da Indochina.
Os mais distraídos podem confundir o InterECONÓMICO por um satírico pasquim devido às recorrentes falsas reportagens (neste exemplar podemos encontrar um texto sobre uma suposta “campanha de solidariedade do grupo ‘Os Mosqueteiros’” apadrinhada por Isabel Figueira e Francisco Mendes) ou a secção de televisão, onde se fala da visita de Gal Costa a Portugal, dos múltiplos recordes de venda de Tony Carreira e dos prémios arrecadados por Justin Timberlake. Tudo televisão.
Os escribas Intermarchenses também não se esquecem da pequenada! Nas ultimas páginas podemos encontrar o “Cantinho do Espadinha” (aqui dedico um especial louvor aos senhores do marketing pela frustrada tentativa de criar um ícone para os pequenitos, qual Sonic, SuperMario ou Mocho Toon).
Na ultima pagina não há concursos. Apenas desavergonhadas propagandas a “acontecimentos” como o ilustrado abaixo. Das



Nesta dissertação vou usar como exemplo a edição nº 104 – ano II (atente-se que ao atingir o 2º ano esta publicação afirma-se como um projecto vencedor, transmitindo uma consequente segurança ao consumidor).
Nas páginas seguintes é notória a tentativa de um acolhimento ao jornalismo sério, com um apontamento sobre o primeiro livro de Vasco Resende. De modo a criar alguma credibilidade jornalística, o texto é acompanhado por uma foto de Mário Crespo. Este ensaio apenas sai frustrado devido à secção de Classificados no topo da página, onde entre outros produtos de primeira necessidade se oferecem Paus de Cabinda, vibradores, filmes (não especificados) ou serviços de massangens tailandesas.





